quarta-feira, 22 de março de 2017

Onde o sonho também morre




Não há conforto em palavra alguma.
Não há tristeza maior que a despedida última.
Onde a dor não tem remédio.
Onde no sentimento ferido só há o tédio.
Onde o desespero não tem socorro.
Onde o sepulcro é o fim do corpo.
Não há pior partida a que de um morto.
Onde o adeus é para toda vida.
Onde o lenço não enxuga o choro.
Onde no coração fica a ferida.
Onde o luto é uma revolta.
Onde a vida fica para sempre morta.
Não há nada mais fútil que a morte.
Onde o sonho também morre.
Onde a graça da vida perde a sorte.
Onde a passagem... É uma incógnita.
Onde a saudade é o que fica e move
Um amor, que não se explica, nem se esgo
ta.


(Texto que escrevi no dia que Deus recolheu meu pai...
Foi o dia mais triste de minha vida – 29/07/2000)
Autor: Prof. Osmar Fernandes.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A lei da sobrevivência





         O rato visitou minha pia e fez grande estrago... O papagaio assistia a tudo, e gritou, desesperado: “Quando o gato sai de casa o rato faz a festa!”. Nessa hora, o gato chegou sorrateiramente e viu o rato saindo de fininho rumo ao seu esconderijo... Era a busca da caça para matar a fome.
          Noutro canto, a barata assustada, vigiava atentamente a aranha... É a lei da sobrevivência... Cada bicho busca matar a sua fome. O mosquito deu mole e caiu brutalmente na teia, e a dona da arapuca pôde, enfim, dar um tempo à dona barata.
          Toda noite é assim, é a lei do mais forte e a ousadia dos mais espertos. Felinos, artrópodes, ratos, papagaios e insetos e todos os demais animais do reino buscam a sua próxima vítima... É o instinto do reino.
          O pior dos animas é o homem que mata para roubar, mata por ódio, mata por inveja, mata por ambição; mata por tantas bobagens... Obviamente, que, se fizesse jus ao seu esplendor diferencial não mataria, nem roubaria, nem seria o bicho mais feroz de todas as raças, pois, é raça inteligente; e, além de cometer todo tipo de atrocidade, destrói a natureza e o planeta que Deus fez.


Professor Osmar Fernandes
Enviado por Professor Osmar Fernandes em 22/10/2010
Reeditado em 03/02/2015
Código do texto: T2571137
Classificação de conteúdo: seguro

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Só dou se casar!




Quando a vi cruzar as pernas,
Morri de desejos, foi tesão à flor da pele.
Coxas grossas, calcinha vermelha...
A excitação virou meu inferno.
Perdi as contas de quantas vezes
Eu me masturbei, pensando nela.
Olha o que uma mulher causa
Na mente de um homem.
Ela foi minha perturbação,
Minha insônia e sedução.
Ela é sensacional.
Ela me matava quando me dizia:
"Só dou se casar!"
Eu só vivia pensando nela.
Toda noite era a minha fantasia:
Dormia no seu leito... sexo por sexo.
Àquela boca, aqueles seios.
Eu era seu homem, e aos poucos
Lírios e delírios...
E, mergulhava no seu corpo.
Entrava em transe.
Tinha polução noturna
E amanhecia daquele jeito.
Já faz tanto tempo...
E ela não mudou o seu mandamento:
“Só dou se casar! ”
Já transamos mil vezes
No meu pensamento.
Essa mulher é minha perdição.
Sonho tê-la em meu apartamento.
Como um tesão pode durar assim?!
Não é coisa de coração, é desejo fatal!
Meu corpo trai a minha mente.
Tô nas trevas! É o meu fim!
Tô no cio feito bicho animal.
Já fiz mil promessas para esquecê-la.
Não consigo mais sair do banheiro...
Sua calcinha não sai da minha cabeça
e aquele cruzar de pernas...
Seu corpo me faz entrar êxtase.
Quando volto à realidade fico louco.
Já tive mulheres... menos ela.
Ela continua a me dizer:
"Só dou se casar!"
Eu me pergunto:
"Aguentar isso, até quando?!"
Não é amor, nem paixão.
Essa mulher é a minha tentação.
Vivo com o corpo em brasa; é fogo!
Essa provocação é meu delírio.
Já não suporto esse jogo.
Ela sabe do meu prazer, é minha dona.
Eu a quero de verdade em minha cama.
Só quero matar essa sede, pegar... amar.
Mas, a danada insiste em me dizer:
"SÓ DOU SE CASAR!"



Prof. Osmar Fernandes, em 22/08/2009
Código do texto: T1768048
Classificação de conteúdo: restrito


sábado, 31 de janeiro de 2015

Dona vida


Dona vida, eu quero viver.
Não deixe Dona Morte me levar.
Eu tenho tanta coisa para fazer.
Eu tenho tanto sonho a realizar.
Dona Vida, eu sei que você é o mistério,
O segredo mais divino do céu.
Enquanto Dona Morte é a praga,
A maldição vomitada na terra.
Dona Vida, eu não sei do seu segredo,
Mas tenho medo de perder
O seu encanto e o seu halito.
Eu me sinto tão feliz a abraçando!
Há tanto tempo somos dois
Num mesmo coração.
Não me abandone Dona vida.
Estou lutando desesperadamente...
A minha fé está em Deus.
Você é o meu maior presente.
Por favor, não vá embora.
Eu preciso realizar os nossos sonhos.
Dona Vida, minha vida é a sua vida.
Precismos um do outro...
Dona Vida, sua vida é minha vida.
Não se vá.






O corpo e a alma




E o corpo disse à alma:
— Você que é feliz.
Habita o corpo da gente,
Comete tantos deslizes...
E, ainda, vive eternamente.

E a alma respondeu dizendo:
— Aí, que você se engana!
Em mim é você que se esconde.
Depois para sempre some.
Comete tantos pecados...
E sou eu que pago a conta.

E o corpo entristecido disse:
— Eu nasci para morrer.
Você jamais provará desse cálice.
Reencarna sempre um novo corpo...
Enquanto eu, para sempre estarei morto!

E a alma finalizou ao responder:
— Você não sabe o que diz!
Cada vez que volto aqui,
Algum pecado estou pagando...
Isso é pior do que morrer.
Porque só vivo penando.



Professor Osmar Fernandes, em 25/02/2009
Reeditado em 25/02/2009
Código do texto: T1456083

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O bicho-homem



Você, meu grito de liberdade.
Estrada infinita sobre a luz da vida.
Meu sonho amparado na verdade.
Meus passos tropeçam... Sem saída.

Brado engasgado explode pelo ar.
Os surdos, mudos, cegos não são viajantes.
Assim, a ferida não vai se curar...
A esperança perde seus navegantes.

A comunicação é telepática.
Pouca gente entende o sinal.
Extermina-se como doença hepática.

O abismo caminha premeditado...
Como ovelha ao matador pro seu final.
O bicho-homem está desalmado.
Professor Osmar Fernandes
Enviado por Professor Osmar Fernandes em 05/01/2015
Código do texto: T5091011
Classificação de conteúdo: seguro

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