quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Amor amante

 


Que posso fazer pra que o mundo
Permaneça em mim?
Que posso fazer pra que todos,
Acreditem em mim?
Eu tento esquecer os detalhes
Que você deixou.
Mas, o meu coração
É uma caixa secreta e você o lacrou.
Depois das respostas feridas
Em meu coração,
Depois das palavras perdidas
Em minha solidão...
O mundo não entende as dores
Do amor amante.
E, agora, a gente é obrigado
A viver distante.
Não! Não deixe o meu mundo morrer.
Você pode ser feliz,
e, eu também quero ser.
Não! Não deixe nosso amor se perder.
Quero ser apenas feliz e com você viver.






Fernandes, Osmar Soares, 1961,
Livro: Sonhos e destinos,
1º edição, Scortecci Editora/SP
Amor amante – 1997, pag. 70

(CDD – 20ª ed./ JS2433)

NO TRIBUNAL DE DEUS

 



No dia do juízo final

O Livro da Vida será aberto...

A justiça, de Deus, será implacável.

Será o dia da prestação de contas.

Cada um dará testemunho de si mesmo.

Somente a verdade será aceita!

Nenhum pecado ficará oculto.

Será desnudada a alma que não presta.

 

A sentença, dos culpados, será pesada.

Haverá choro e ranger de dentes!

Toda besta-fera será castigada.

Todo mundo estará presente.

Não será aceito recurso de apelação.

Todo ódio será amaldiçoado.

A inveja será desmascarada.

O ímpio será condenado.

 

Nenhuma sujeira ficará escondida.

Será salvo aquele que aceitou Jesus.

Todo maldito será punido.

Nenhum erro ficará impune.

No Tribunal de Deus, Ele é o juiz.

Cada um pagará o seu pecado.

Ou sua alma entrará no céu,

Ou vai pros quintos dos infernos.

 

 

Prof. Osmar Fernandes, em 01/08/2018

Código do texto: T6406541

 

 

Tribunal do divórcio

 



Você quis ir embora.
Nossa relação passou do ponto...
Não me importa mais, minha senhora!
Somos dois estranhos, sofrendo tanto.

Nossa história chegou ao fim.
Cada um tem que seguir sua nova estrada.
Você há muito, morreu dentro de mim.
Chegou a hora do adeus, minha ex-amada.

O fim de um casamento é sempre triste.
Mas, pior, é viver juntos sem amor.
Sentimento que, há muito, não existe.
Não resta nem uma lágrima de dor.

Nossas brigas foram demais pra mim.
Fomos parar no tribunal do divórcio.
Rasgamos a certidão, foi o fim.
Não temos mais negócio!



Prof. Osmar Fernandes, em 30/10/2009
Código do texto: T1895308


Lágrima





Fingida,
Delícia,
Mentira,
Ferida.

Importa,
Exporta,
Complica,
Implica.

Fogosa,
Manhosa,
Chora,
Implora.

Dança,
Mansa,
Forte,
Sorte.

Sisuda,
Amorosa,
Virtude,
Assombrosa.

Desnuda,
Falante,
Derruba,
Amante.

Dogmática,
Filosófica,
Pragmática,
Histórica.

Aparece,
Some,
Desaparece,
Consome.




Prof Osmar Fernandes, em 19/05/2009
Código do texto: T1602874
Classificação de conteúdo: seguro


Quando o mar está zangado



As ondas sísmicas do mar entram em ação.
Os terráqueos sofrem sem conhecimento...
O presente abalado chora e entra em erupção.
A vida em terremoto perde o sentimento.

O mar zangado explode-se em maremoto.
A maresia exala mal cheiro e destrói tudo.
O tsunami impede a travessia de ferryboat...
A esperança fica sem futuro.

As ondas gigantes deixam seus caos.
O preço do progresso às vezes não tem sorte.
Nos escombros a realidade vira trapo.

É preciso repensar a vida, reciclar.
A sensação do vazio é dor de morte.
Sob a vaga volumosa é difícil se refugiar.



Prof. Osmar Fernandes, em 20/03/2011

Código do texto: T2859654
Classificação de conteúdo: seguro



Metamorfose de desejo






Não posso deixar de lhe dizer: Eu te amo!
Que você é o meu presente de Deus.
Que na minha solidão de amor, te chamo...
Que o meu sonho de desejo é você.

Não me importa se o poema é de frases feitas.
O meu sentimento só tem olhos pra você.
Felicidade tem encanto, não tem preço...
Nossa paixão já nasceu perfeita.

Nossas frases são refeitas a cada novo beijo.
Nosso destino não se perde na esquina.
Tem metamorfose somente de desejo.

Sei que te amo unicamente.
Você é minha musa, minha rainha linda.
Nosso amor é vivo infinitamente.

Prof. Osmar Fernandes, em 05/01/2020

Código do texto: T6834722
Classificação de conteúdo: seguro



Corja de abutres




A serviço do rei da espada
A matilha obedece sem pestanejar.
É alma penada, pobre, esvoaçada...
É coisa que não se deve perdoar.

Sua atitude cambaleia vagamão.
É serpente igualmente a do Éden.
É corpo sem mente e sem noção...
Líder de corja de abutres que fede.

Seu fruto é natimorto
Não tem fé, nem recibo...
Terra sem adubo, sem horto.

Desprezado sem honra,
Vive abestalhado pela tribo...
É "amigo da onça".



Prof Osmar Fernandes, em 04/01/2016

Código do texto: T5500242
Classificação de conteúdo: seguro