quarta-feira, 31 de maio de 2017

DEMOCRACIA BRASILEIRA


Nova Londrina, 29 de maio de 2017


COLÉGIO ESTADUAL ARY JOÃO DRESCH – EFM, NOVA LONDRINA, ESTADO DO PARANÁ
Professor – Osmar Soares Fernandes - Disciplina – História – 1º Ano C – Matutino.


DEMOCRACIA BRASILEIRA


Aluno (a) ______________________________________nº________




Nova Londrina, 29 de maio de 2017


Índice



1. INTRODUÇÃO........................................................................................ 03
2. COMO COMEÇOU A DEMOCRACIA.................................................. 04
2.1 A ditadura Militar no Brasil.....................................................................05
2.2 A Diretas Já............................................................................................. 06
2.3 Assembleia Nacional Constituinte de 1987/88....................................... 07
2.4 O voto ou sufrágio................................................................................... 08
2.5 Urnas eletrônicas................................................................................... . 09
2.6 Fernando Collor de Mello........................................................................ 09
2.7 Michel Temer........................................................................................... 10
2.8 Democracia............................................................................................. .10
3.CONCLUSÃO............................................................................................ .13
   REFERÊNCIAS......................................................................................... ..15


1.INTRODUÇÃO 



          Como é atual Rui, o águia de Haia, (MATOS, Miguel. Migalhas de Rui Barbosa. 1ª ed. São Paulo: Migalhas, 2010. v. I. aforismo nº 676) ao dizer:

          “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

          A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal. 
          Depois de 20 anos de Ditadura Militar no Brasil, o país passava por uma crise econômica, social e política, que por sua vez, pode vislumbrar um sistema democrático com a apresentação de uma nova constituição, 1988, a qual contemplava a liberdade de direitos e a igualdade social.
          Após a enorme frustração causada com o indeferimento da Emenda Dante de Oliveira, o cenário político nacional passou por mais uma eleição conduzida pelo Colégio Eleitoral, órgão responsável pela escolha indireta do cargo de Presidente da República. Com o sistema político em vigor tomado pelo regime pluripartidarista, os vários partidos se movimentavam em torno dos possíveis nomes que poderiam assumir o cargo presidencial.
          A Constituição de 1988 contemplava, dentre outras coisas, a liberdade de voto, de expressão, e ainda, apresentava um sistema de eleições livres.
          O movimento “DIRETAS JÁ” (1984) foi responsável pelo avanço de algumas questões sobre as eleições democráticas no país, uma vez que reivindicava a realização de eleições diretas para eleger o presidente do país.
          Entretanto, na época, o processo não foi considerado. O objetivo desse movimento era eleger um civil e retirar os militares do poder, que somente fora conquistado com a aprovação da constituição.
          Em 5 de outubro de 1988, após intensos debates, conflitos, impasses e negociações, foi promulgada, em sessão solene, a sétima Constituição do Brasil.
          Em 1989, Fernando Collor de Mello, ganhou a primeira eleição direta para a Presidência da República após o período de regime militar e foi o presidente mais jovem da história do Brasil.


2. COMO COMEÇOU A DEMOCRACIA



          A Democracia surgiu na Grécia onde o governo era realmente exercido pelo povo, que fazia reuniões em praça pública para tratar de vários assuntos e problemas, era a chamada Democracia Direta. Neste tipo de democracia, as decisões são tomadas em assembleias públicas. Com o crescimento das populações, as reuniões em praça pública ficaram impossíveis de acontecer, surgiu, então um novo tipo de Democracia, a Democracia Representativa, onde o povo se reúne e escolhe – por meio do voto os representantes que irão tomar decisões em seu nome. Este é o processo mais comum de tomada de decisão nos governos democráticos, também chamado de mandato político. Aparentemente, podemos concluir que Clístenes foi o reformador capaz de estabilizar o regime democrático ateniense. Além disso, ficamos com a ligeira impressão de que a igualdade entre os cidadãos de Atenas fora realmente alcançada. Porém, o conceito de cidadania dos atenienses não englobava, de fato, a maioria da população. Somente os homens livres, de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos e nascidos na cidade eram considerados cidadãos. As mulheres, escravos e estrangeiros não desfrutavam de nenhum tipo de participação política. Dessa forma, a democracia ateniense era excludente na medida em que somente um décimo da população participava do mundo político ateniense.
          Alguns fundadores dos EUA usaram os termos “Democracia” e “República” de forma similar à usada por Aristóteles. “República” era usada para designar a democracia representativa, que na opinião deles era a única capaz de proteger os direitos dos cidadãos, já o termo “democracia” era usado para designar a democracia direta que para eles era sinônimo de tirania e injustiça.
          Muitos cientistas políticos usam o termo “democracia” para caracterizar um governo que atua em favor do povo (direto ou representativo), enquanto que “Republica”, seria o sistema político onde o chefe de estado é eleito por um determinado período de tempo.


2.1 A ditadura Militar no Brasil



          Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar. A ditadura militar foi uma das maiores afrontas à democracia, e a consciência democrática foi um forte elemento de oposição à ditadura. A democracia no Brasil tem início no século XX, após a Ditadura Militar, período de repressão e de perseguição que impedia as pessoas de terem livre-arbítrio. No país, foram 30 anos de luta para alcançar a igualdade de direitos que foi concebida sobretudo, com a implementação de uma nova constituição.
          O Golpe Militar de 1964 marca uma série de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que culminaram em um golpe de estado no dia 1 de abril de 1964. Esse golpe pôs fim ao governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido de forma democrática, eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
          Imediatamente após a tomada de poder pelos militares, foi estabelecido o AI-1. Com 11 artigos, o mesmo dava ao governo militar o poder de modificar a constituição, anular mandatos legislativos, interromper direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República. 
          Durante o regime militar, ocorreu um fortalecimento do poder central, sobretudo do poder Executivo, caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946. O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional. 
          A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram suprimidas ou sofreram interferência do governo. Os meios de comunicação e as manifestações artísticas foram reprimidos pela censura. A década de 1960 iniciou também, um período de grandes transformações na economia do Brasil, de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e do endividamento externo.


2.2 A Diretas Já



          A Diretas Já foi um dos movimentos de maior participação popular, da história do Brasil. Teve início em 1983, no governo de João Batista Figueiredo e propunha eleições diretas para o cargo de Presidente da República. A campanha ganhou o apoio dos partidos PMDB e PDS, e em pouco tempo, a simpatia da população, que foi às ruas para pedir a volta das eleições diretas. Em 1984, haveria eleição para a presidência, mas seria realizada de modo indireto, através do Colégio Eleitoral. Para que tal eleição transcorresse pelo voto popular, ou seja, de forma direta, era necessária a aprovação da emenda constitucional proposta pelo deputado Dante de Oliveira (PMDB – Mato Grosso).
          A cor amarela era o símbolo da campanha. Depois de duas décadas intimidada pela repressão, o movimento das Diretas Já ressuscitou a esperança e a coragem da população. Além de poder eleger um representante, a eleição direta sinalizava mudanças também econômicas e sociais. Lideranças estudantis, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), sindicatos, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), intelectuais, artistas e religiosos reforçaram o coro pelas Diretas Já.
          Foram realizadas várias manifestações públicas. Mas dois comícios marcaram a campanha, dias antes de ser votada a emenda Dante de Oliveira. Um no Rio de Janeiro, no dia 10 de abril de 1984 e outro no dia 16 de abril, em São Paulo. Aos gritos de Diretas Já, mais de um milhão de pessoas lotou a praça da Sé, na capital paulista.
          Após a enorme frustração causada com o indeferimento da Emenda Dante de Oliveira, o cenário político nacional passou por mais uma eleição conduzida pelo Colégio Eleitoral, órgão responsável pela escolha indireta do cargo de Presidente da República. Com o sistema político agora tomado pelo regime pluripartidarista, os vários partidos se movimentavam em torno dos possíveis nomes que poderiam assumir o cargo presidencial.
          Para selar definitivamente a vitória, o PMDB formalizou uma aliança com o PFL indicando o senador maranhense José Sarney – que incoerentemente havia articulado contra as “Diretas Já” – como vice-presidente de Tancredo. Dessa forma, no dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral iniciou suas votações.
          Por meio de uma estranha manobra política, setores democráticos e antigos membros do regime militar se abraçaram naquelas eleições. Dessa forma, com uma larga diferença de 300 votos, Tancredo Neves derrotou a chapa de Paulo Maluf e, assim, foi eleito presidente da República. Apesar das estranhas feições deste acontecimento histórico, um civil voltou ao poder após 21 anos de regime militar no Brasil. Um novo momento de expectativas e discussões se formulava no país. Embora Tancredo Neves tenha sido eleito presidente do Brasil, ele não assumiu. Na véspera de sua posse, no dia 14 de março de 1985, foi internado em estado grave, assumindo interinamente a presidência, seu vice, José Sarney, que foi efetivado no cargo no dia 21 de abril de 1985, dia da morte do presidente eleito, Tancredo Neves.


2.3 Assembleia Nacional Constituinte de 1987/88


          No dia 1º de fevereiro de 1987, os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal reuniram-se, unicameralmente, em Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Composta por 559 constituintes, a ANC foi convocada em meio ao processo de transição democrática do país, sendo parte de um compromisso assumido pelas forças políticas que chegaram ao poder em 1985. Em 5 de outubro de 1988, após intensos debates, conflitos, impasses e negociações, foi promulgada, em sessão solene, a sétima Constituição do Brasil. “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”. 


2.4 O voto ou sufrágio

          O voto, ou sufrágio, como é também conhecido, é um dos principais instrumentos utilizados para eleições de representantes políticos ou para tomar decisões políticas, em espaços em que há consulta popular para isso, como nos casos de referendos ou plebiscitos. No Brasil, são eleitos através do voto diversos representantes políticos da população, como vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, além de governadores e presidentes da República. Desde a Constituição de 1988 que o sufrágio universal foi instituído para a escolha dos ocupantes desses cargos acima mencionados. Sufrágio universal significa que todo o cidadão dentro das normas legais tem direito ao voto. Tal configuração de participação política foi uma vitória no sentido de ampliação dos critérios da democracia representativa no país, já que todos os cidadãos com mais de 16 anos, homens ou mulheres, alfabetizados ou analfabetos, têm direito a escolher seu representante através do voto.
          Porém, na história do voto do Brasil, nem sempre foi assim. As votações que existiam durante a colônia e durante o Império brasileiro estavam restritas a homens que detinham certo nível de renda. Com o advento da República, o voto foi estendido aos demais homens, mas não às mulheres. Estas somente puderam participar das eleições no Brasil a partir de 1932, com a reforma do Código Eleitoral.
          A existência dos períodos ditatoriais, como entre 1937 e 1945 e entre 1964 e 1985, diminuiu muito a abrangência da participação política dos cidadãos na escolha de seus representantes políticos. A restrição histórica à participação de boa parte da população na escolha de seus representantes através do voto fez com que o sufrágio universal estabelecido na Constituição de 1988 ganhasse uma enorme importância.
          Através do voto, é possível ao eleitor e ao cidadão escolher dentre um leque de opções previamente estabelecido uma pessoa que o representará em algumas das instituições políticas por um período determinado. Essa escolha, na forma ideal, deve ser feita com consciência política e após uma análise das propostas do candidato e de sua viabilidade de aplicação, além do histórico pessoal e político do candidato.
          Todo brasileiro com idade entre 18 e 70 anos é obrigado a votar. Para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo. Aqueles que não se inscreveram como eleitores ou tiveram seus títulos cancelados não poderão exercer seu direito de escolha.


2.5 Urnas eletrônicas


          No dia 13 de maio de 1996, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o envio das urnas eletrônicas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para que eles pudessem conhecer o equipamento, ainda inacabado, que seria utilizado nas eleições municipais daquele ano. Com o objetivo de dar mais segurança, agilidade e afastar a intervenção humana do processo eleitoral, a urna foi concebida e, desde então, passa por constantes evoluções. Entretanto, somente nas Eleições Municipais de 1996 que os eleitores tiveram o primeiro contato com a urna eletrônica. Na ocasião, mais de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, foram votar nas mais de 70 mil urnas eletrônicas produzidas para aquelas eleições. Participaram 57 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas, 26 capitais.


2.6 Fernando Collor de Mello


          Em 1989, Fernando Collor de Mello, ganhou a primeira eleição direta para a Presidência da República após o período de regime militar e foi o presidente mais jovem da história do Brasil. Em 1992, o ex-presidente Fernando Collor foi condenado por crime de responsabilidade por ter utilizado cheques fantasmas para o pagamento de despesas pessoais – como uma reforma na Casa da Dinda, residência em que morava em Brasília, e a compra de um carro Fiat Elba. Collor renunciou antes da votação final pelo Senado, mas mesmo assim o processo continuou. Atualmente senador pelo estado de Alagoas, ele votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.


2.7 Michel Temer


          O presidente interino Michel Temer tomou posse, 31/08/2016, quarta-feira, como presidente da República para mandato que termina em 31 de dezembro de 2018. Temer assumiu definitivamente o mandato após o afastamento de Dilma Rousseff pelo Senado na votação do processo de impeachment.


2.8 Democracia


          Democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo. A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal.
          Na democracia, o povo participa do governo pelo voto, pelo plebiscito. As Leis saem daqueles que foram escolhidos pelo povo para serem seus legítimos representantes. Este regime de governo não é sistema fechado e rígido. Ele se amolda conforme as necessidades e a evolução do povo. É por isso que dizemos que a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo. A democracia dá igualdade de oportunidade para todos, pois são iguais perante a lei. Na democracia, todos podem constituir associações para fins jurídicos, econômicos, sendo asseguradas pelo Estado. Há apoio, pelo menos moral, a toda iniciativa particular que não atende contra o bem comum. Nela, todos se sentem responsáveis pelo progresso e pelos fracassos, pois todos concorrem para a escolha dos governantes. É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem seus representantes por meio do voto. É um regime de governo que pode existir no sistema presidencialista, onde o presidente é o maior representante do povo, ou no sistema parlamentarista, onde existe o presidente eleito pelo povo e o primeiro ministro que toma as principais decisões políticas.
          Democracia é um regime de governo que pode existir também, no sistema republicano, ou no sistema monárquico, onde há a indicação do primeiro ministro que realmente governa. A democracia tem princípios que protegem a liberdade humana e baseia-se no governo da maioria, associado aos direitos individuais e das minorias.
          Uma das principais funções da democracia é a proteção dos direitos humanos fundamentais, como as liberdades de expressão, de religião, a proteção legal, e as oportunidades de participação na vida política, econômica, e cultural da sociedade. Os cidadãos têm os direitos expressos, e os deveres de participar no sistema político que vai proteger seus direitos e sua liberdade.

1º princípio – A democracia, na sua oposição ao totalitarismo, se inspira nos princípios que determinam os vários fins do estado como imutáveis e superiores a toda ideologia particular. Esses princípios indicados na fórmula “governo para o povo” baseiam-se na convicção comum de que os governos não existem senão em função dos direitos naturais e inalienáveis com os quais o Criador dotou o homem que nenhuma autoridade humana pode ab-rogar. Escopo do Estado é proteger e promover o bem comum do povo, assegurar por outro lado as condições sociais, materiais e espirituais que permitam integral desenvolvimento de todos os cidadãos.

2º princípio – a democracia, na sua oposição ao autoritarismo, se inspira no princípio da soberania popular. Segundo esse princípio, ninguém pode apoderar-se do governo em virtude da própria força, mas sim o povo, a quem compete o bem comum, é responsável em assegurar-lhe a realização designando a autoridade responsável. Este princípio, indicado na fórmula “governo do povo” é o principal elemento genérico do regime democrático. Com base na lei natural que faz dos homens tanto seres sociais levados a constituírem-se necessariamente em sociedades para fruir do bem comum, os governos são investidos, pelo consentimento do povo, do poder de obrigar em consciência e de punir os transgressores.

3º princípio – a democracia, na sua oposição à ditadura, se inspira nos princípios estruturais, os quais garantem a participação popular de tal sorte que o governo funcione na realidade, para o povo. Esses princípios indicados na fórmula “governo pelo povo” constituem a característica específica do regime democrático. Desde de que cada homem é dotado de razão e chega à idade adulta com um mínimo de experiência, o povo está no grau de participar na atividade atinente ao bem comum, exprimindo a própria vontade através de seus representantes e de outros meios diretos entre os quais os mais regulares são os movimentos de opinião pública. Os grupos sociais e técnicos não ainda politicamente maduros, tem direito de receber uma educação que lhes permita assumir sua responsabilidade nas questões relativas ao bem comum.


4º princípio – a democracia, na sua oposição a todos os regimes que degradam o povo, se inspira nos princípios que afirmam o primado dos valores espirituais. Tal reconhecimento de forças sobre econômicas e sobre nacionais, em última análise sobre-humanas, as quais criam uma atmosfera religiosa, faz parte do clima da democracia. Esta atmosfera de confiança naquilo que o homem tem de melhor, o estimula a superar a si mesmo e é a força que pode criar na maioria dos cidadãos um comportamento respeitável e digno. O Estado democrático deve favorecer, pois, no povo, a livre prática daquelas leis superiores que tem a sua última razão em Deus, e são a melhor garantia contra os perigos de doutrinas que suprimem a liberdade. (“Pro Deo”) A experiência vem demonstrando que os países democráticos se desenvolvem mais a contento de todos, com mais rapidez e eficiência do que os totalitários. E praticada a democracia nos países de maior cultura política. É tão bem aceita, que até os regimes ou movimentos totalitários se declaram democráticos.
          De fato, só a verdadeira democracia garante e concretiza os seguintes objetivos: o bem comum, os direitos humanos, os deveres, a vida segura para todos, o bem-estar, igualdade de tratamento, liberdade de expressão, de ação, de culto e de escolha do próprio estado de vida, de participação na vida política.

          A democracia, no entanto só será o apanágio de todos e regime insuperável, quando todos os cidadãos forem “conscientizados” e “politizados”, isto é, quando tomarem conta de sua responsabilidade, dos seus deveres e direitos, quando compreenderem o valor da organização política e da importância do bem comum para a felicidade geral, quando o simples operário, como o rico, o sábio, como o mais humilde dos cidadãos, estiverem cônscios de que seu desenvolvimento será completo, seus direitos serão assegurados na democracia com a colaboração de todos.


3. CONCLUSÃO


          A democracia brasileira está longe de ser perfeita, mas desde a implantação da democracia ateniense por Clístenes, o mundo político nunca mais foi o mesmo. Podemos concluir que Clístenes foi o reformador capaz de estabilizar o regime democrático ateniense. Além disso, ficamos com a ligeira impressão de que a igualdade entre os cidadãos de Atenas fora realmente alcançada. Porém, o conceito de cidadania dos atenienses não englobava, de fato, a maioria da população. 
          A Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco. Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia uma ameaça comunista no país.
          No Brasil, A Diretas Já foi um dos movimentos de maior participação popular. Teve início em 1983, no governo de João Batista Figueiredo e propunha eleições diretas para o cargo de Presidente da República. Porém, somente a partir da promulgação da nova Carta Magna, a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, teve-se eleições diretas no Brasil, onde o povo pôde, enfim, escolher seus representantes políticos. No dia 1º de fevereiro de 1987, os membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal reuniram-se, unicameralmente, em Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Composta por 559 constituintes, a ANC foi convocada em meio ao processo de transição democrática do país, sendo parte de um compromisso assumido pelas forças políticas que chegaram ao poder em 1985.
          Em 1989, Fernando Collor de Mello, ganhou a primeira eleição direta para a Presidência da República após o período de regime militar e foi o presidente mais jovem da história do Brasil.
A democracia, na sua oposição ao totalitarismo, se inspira nos princípios que determinam os vários fins do estado como imutáveis e superiores a toda ideologia particular. Na sua oposição ao autoritarismo, se inspira no princípio da soberania popular. Na sua oposição à ditadura, se inspira nos princípios estruturais, os quais garantem a participação popular de tal sorte que o governo funcione na realidade, para o povo, pelo povo e com o povo. Na sua oposição a todos os regimes que degradam o povo, se inspira nos princípios que afirmam o primado dos valores espirituais. Tal reconhecimento de forças sobre econômicas e sobre nacionais, em última análise, sobre-humanas, as quais criam uma atmosfera religiosa, faz parte do clima da democracia.
          No Brasil, são eleitos através do voto diversos representantes políticos da população, como vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, além de governadores e presidentes da República. Desde a Constituição de 1988 que o sufrágio universal foi instituído para a escolha dos ocupantes desses cargos acima mencionados. A democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo.


REFERÊNCIAS


A Ditadura Militar no Brasil – A ditadura militar no Brasil de 1964 – 1985, http://www.sohistoria.com.br/ef2/ditadura/. > Acesso na data de 29 de maio de 2017.

AZAMBUJA, Darcy. Introdução à ciência política. 8. Ed. São Paulo, Globo, 1994.


CORRÊA, Nereu. Democracia, educação e liberdade. S. ed. Rio de Janeiro, Val, 1965.

CUNHA, Fernando Witaker da. Democracia e cultura. Os pressupostos da ação política. S. ed. Rio de Janeiro, Freitas bastos, 1968.

FERRAZ, Hermes. A democracia na sociedade moderna. S. ed. São Paulo, João Scortecci, 1994.

FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. A democracia possível. 4. ed. São Paulo, Saraiva, 1978.

MADDICK, Henry. Democracia, descentralização e desenvolvimento. S. ed. Trad. de Ruy Jungmann. Rio de Janeiro, Forense, 1966.

SOUSA, Rainer Gonçalves. "Democracia Ateniense"; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 23 de maio de 2017.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Urna eletrônica brasileira completa 20 anos a favor da democracia. http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2016/Maio/urna-eletronica-brasileira-completa-20-anos-a-favor-da democracia. Acesso em 23 de maio de 2017.


          OSMAR SOARES FERNANDES (PR), Escritor, Professor e Pós-graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional, pela Fatec/PR; Professor de História, Ex-Presidente do Sindaed/MT; Ex-Vereador na cidade de Nova Londrina/PR

Vazio perdido





Esse coração que bate dentro do meu peito
Anda chorando muito de saudade de você.
Todo esse silêncio mata minha razão de ser
Nesse vazio perdido do meu leito.

Finjo que não é eterna minha realidade
De viver assim, tão só, sozinho neste mundo.
Todo sonho que sonhei era minha verdade.
Não imaginei que um adeus fosse tão profundo.

Sofro tão amargurado dentro de mim mesmo.
Sei que não posso mais te encontrar...
O meu desassossego é viver a esmo.

Esse coração que amou e foi tão amado
Vive como um vegetal sem poder te amar.
Morro todo dia, por eu ser assim, tão apaixonado.


Prof. Osmar Fernandes

Em 25/05/2017
Código do texto: T6008837

ACRÓSTICO “Fabiana Soares de Oliveira”




Formosa e cheia de alegria.
Amenina veio abençoada por Deus.
Bela e lutadora, transformou-se em musa aguerrida.
Inspirou poesias, descobriu o amor e conquistou o mundo.
Ainda cedo foi mãe e é a mais linda avó que já se viu.
Nunca se deu por vencida.
A sua marca é a garra, seu destino a vitória.

Sempre foi humilde e respeitou a todos.
Onde passa espalha felicidades e deixa saudades.
A Fabiana é assim, cheia de virtudes e voraz...
Reina, emplaca e realiza sonhos.
Entende as pessoas como pouca gente.
Seu encantamento é irradiante, efervescente.

Dormindo está sempre acordada!
Ela é Lua, sol, ouro e prata.

Onde coloca seus pés deixa suas pegadas históricas.
Leveza no olhar, sabe o que quer, sabe amar.
Inimitável, tem luz divina, cumpre fiel sua missão.
Venerável, por onde anda, estende a mão.
Encandeia os caminhos e planta as memórias...
Implacável é o seu sorriso belo de linda e bela senhora.
Rima o sonho com o tom e o batom da felicidade.
Alimenta a esperança com sede de sua verdade.



Por: Prof. Osmar Fernandes

FOGO ETERNO NO DIVÃ




Meu coração está pegando fogo.
Arde em emoções.
Queima todas as ilusões
Em labaredas de amor gostoso.

Viajo em sonhos inimitáveis.
Mergulho em chuvas que vem do céu.
Na terra, sensações são inesgotáveis.
Forma-se no mar parede de ouro e véu.

O grito uníssono é de liberdade.
Uma só carne, semideuses, abençoados.
Vivendo a plenitude da verdade.

No meio do mundo, no paraíso, a maçã.
No poder do olimpo, escravizados...
No reino do amor, fogo eterno no divã.


Por: Prof. Osmar Fernandes





Amor, meu grande amor


Deus


quarta-feira, 22 de março de 2017

Sustentáculo - o novo livro

Sumário

6 - Água
7 - Aparição do Capeta
14 - Cafezinho das três no cemitério
16 - O professor de Itu
19 - O Repórter de São Pedro
23 - O Tocador de Sanfona
26 - Pedro Mentira
28 - Praga de mãe
31 - Saco de esmola
34 - O doutor da bola
35 - O “PRACINHA”
36 - Mulher
37 - Onde o sonho também morre
38 - Há sempre um novo sonho
39 - O poder do amor
41 - Fim de ano
42 - Você já se viu no espelho?
44 - A mulher da foto
45 - A “santa” da noite
46 - Ah, se seu fosse um poeta
47 - Amor de alma
48 - Amor de amiga
49 - Amor predestinado
50 - Boia-fria
51- Celular
52 - Coração transplantado
53- Corrupção
54 - De modelo só à propaganda
55- Delírio da transformação
56 - Dentro de você
57 - Desassossegado
58 - Deus é onisciente
59 - Do que valeu tanto amor?
60 - Dominação
61 - Dona mentira
62 - Droga
63 - Estado-maior das forças do nada
64 - Eu mudo ou mudo o mundo?
65 - Fome
66 - Ídolos mortos
67 - Jornal na Lista
68 - Jovens e Velhos
69 - Mãe
70 - Nosso amor pede socorro
71 - Nunca Vou te Esquecer
6
72 - O suburbano capitalista
73 - Paixão de amor
74 - Pichador
75 - Placas de amor
76 - Planeta mendigo
77 - Ponteiro infalível
78 - Quando a miséria bate à porta
79 - Quando morei na roça
80 - Que político é esse?
81 - Revolução de mistérios
82 - Sagrado segredo
83 - Se o mundo acabasse hoje...
84 - Sou o menor abandonado
85 - Sou... Nem de mim, eu sou
86 - Supremo desejo
87 - Tapa buraco
88 - Travessia
89 - Vai repórter, vai...
90 - Vigário ou Vigarista?
91 Amizade virtual
92 - Amor Doentio
93 - Gazofilácio
94 - Muçanda
95- O bicho-homem
96 - Só existe um Amor
97 - Paixão Antiga
98 - Paixão sem Juízo
99 - Pássaro de luto
100 - Sonho dilacerado
101 - Transliteração
102 - Um sonho quase perfeito
103 - Eu me rendo aos meus sonhos
104 - Caminho de Luz
105 – Biografia do autor

Biografia do autor
Osmar Soares Fernandes, brasileiro; casado, professor nível superior, Vereador (PSB – 40) em Nova Londrina/PR, 2013 a 2016; nascido na data de 01/02/1961 – Quarta-feira, na cidade de Nova Londrina, Estado do Paraná/BRA, às 09h00min (Nove horas), em casa (Sangra Seca); Graduado em História: 1990 a 1993 – Curso Superior – (LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA), UNIC/MT – Faculdades Integradas de Cuiabá/MT, conclusão - 20/12/1993 - Média Geral do Curso 8,8 – Colação de grau - 04/02/1994; PSICOPEDAGOGO: pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Instituto RHEMA – Faculdade de Tecnologia do Vale do Ivaí (FATEC/PR); Filiação: João Fernandes de Almeida (IN MEMORIAM) e de Lêda Soares de Almeida; Irmãos: Wilson, Marli, Marlene, Marley e Marcesley; Cônjuge: Janaína Bárbara Ferreira Fernandes, Filhos: Tharcísio, Tharsila e Rafael; Filhos do primeiro casamento com Leny Gilglioli: Jackeline, Dayanne, Thábata Fernanda e Moisés; Netos: Giovanna e Isabella (filhas de: Thábata e Giovano Jorge Manssoni), João Victor (filho de: Jackeline e Luiz Sôda), Ana Júlia e Juliana (filhas de: Dayanne e Daniel Juruna). 1981 a 1983 – Funcionário Público Municipal da Cidade e Comarca de Nova Londrina/PR, exercendo a função de Chefe do Departamento de Habilitação da 45ª CIRETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito); 1983 a 1996 - Proprietário do Despachante Vida Nova de Várzea Grande/MT; 1994/1996 - Foi professor de História,
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Técnicas de Redação e E.M.C. nos Colégios Estaduais de EF e EM na Escola Estadual Sarita Baracat e Colégio Estadual Couto Magalhães em Várzea Grande/MT; 1989 a 1993 – Assessor do Poder Executivo Municipal na cidade de Várzea Grande/MT; 1985 a 1988, 1992 a 1994 e 1995 a 1996 – exerceu mandato de Presidente do Sindicato dos Despachantes e das Autoescolas do Estado de Mato Grosso (SINDAED/MT); 12/09/1995 a 15/07/1997 – exerceu mandato de 1º Vice Presidente da Federação Nacional dos Despachantes Públicos (FENADESP/SP); 1997 a 1998 – Assessor Chefe de Gabinete na Prefeitura Municipal de Nova Londrina/PR; 1999 a 2000 – Secretário de Obras, Viação e Serviços Urbanos na cidade de Nova Londrina/PR; De junho de 1999 a junho de 2001 - morou nas cidades litorâneas de Itapema/SC e Bombinhas/SC – Representante Comercial na Empresa Emfoca Ltda.; 2001/2005 - Sócio Proprietário da Empresa de Publicidades Jadattham Ltda.; Residiu em Curitiba (Capital do Estado do Paraná) de junho 2001 a junho de 2005; Em 2005 (Setembro) exerceu a função de “RADIALISTA” na Rádio Adecis, 104,9 MHZ, “Rádio Comunitária”, na cidade de Itaúna do Sul, Estado do Paraná – Programa: DE BEM COM A VIDA; Exerceu na Rede Pública de Ensino a função de Professor de História, contratado pela SEED/PR: Col. Estadual Princesa Izabel, cidade Marilena/PR, EFM/2011 e 2016; Col. Est. Ary João Dresch, cidade de Nova Londrina/PR, EFM/2011; Col. Estadual Rui Barbosa de Itaúna do Sul/PR e no CEIEBJA na cidade de Nova Londrina/PR, 2013; lecionou na Escola Estadual Vale do Tigre EF 6º/9º na cidade de Nova Londrina/PR e na Escola Estadual Machado de Assis, EF 6º/9º na cidade de Itaúna do Sul/PR, 2014 e 2015. 1991 - Agraciado com o Título Honorífico – CIDADÃO VARZEA-GRANDENSE, pela Câmara Municipal de Vereador do Município de Várzea Grande/MT, em sessão solene realizada em 15 de maio. 2004 - Agraciado com a MEDALHA DE MÉRITO FERNANDO AMARO, pela Câmara Municipal de Vereador de Curitiba/PR (por levar às salas de aulas o incentivo à leitura e a literatura brasileira e mundial). 2016 – Professor nível superior e exerceu o cargo de Agente Político (Vereador – PSB 40) na Câmara Municipal de Nova londrina/PR, 2013 a 2016 (Comissão Permanente de Legislação, Justiça e Redação Final - Vereador: Osmar Soares Fernandes – Presidente 2015/16).
Livros publicados
1993 - Luar do Sol, lançado no auditório da UNIC/MT; 1997 - Sonhos e Destinos, Registro de Direito Autoral n.º 134.652, Livro 214, Folha 112 - Fundação Biblioteca Nacional, lançado na Casa da Amizade na cidade de Nova Londrina/PR; 1999 - A Loira da Matão, Registro de Direito Autoral n.º 191.181, Livro 327, Folha 337 – Fundação Biblioteca Nacional, lançado na cidade de Balneário Camboriú/SC;
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2001 - Espelho de Cristal - Registro Direito Autoral n.º 252.135, Livro 449, Folha 295 – Fundação Biblioteca Nacional, lançado na Casa da Cultura de Paranavaí/PR; 2003 - Crisálida – a motivação da vida, Direito Autoral n.º Registro 299.384, Livro 544, Folha 44 – Fundação Biblioteca Nacional/RJ, lançado na cidade de Curitiba/PR; 2010 – Nova Londrina, Rainha do Noroeste, 60 anos de história, ISBN n.º 978-85-911038-0-5, Registro de Direito Autoral na Fundação da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Lançado em 31 de julho de 2010 – Anfiteatro Municipal Prefeito Avelino Antônio Colla – Nova Londrina/PR. Contato: E-mail: osmarescritor@hotmail.com; osmarescritor@gmail.com
NINGUÉM TEM CULPA DO ROSTO QUE TEM, MAS É RESPONSÁVEL PELA IMGEM QUE CONSTRÓI. (Prof. Osmar Fernandes)
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